Este espaço foi criado com o fim de servir de motivação àqueles que, como eu, se utilizaram de relatos e informações de outros viajantes para alimentar seus sonhos e torná-los realidade.
A moto que utilizo atualmente é uma trail de 660cc. Gosto de roteiros alternativos com o máximo possível de estradas não pavimentadas. Adoro acampar e curtir a natureza, por isso costumo dormir preferencialmente em barraca, até porque, também, é bem mais econômico.
Resumo da ópera: meu negócio é indiada mesmo.

domingo, 20 de novembro de 2011

Novo Mapa de como ficou o roteiro no final

Linha verde = asfalto
Linha vermelha = terra
Linha azul = Barco
Linha amarela = Areia(atoleiro)

Jaraguá / POA

Sabadão – dia de chegar em casa.
Rotina de sempre, acordei, café papinho com a família e estrada.
Sai de Jaraguá 8:30 e me toquei para Laguna onde tinha combinado de encontrar o Edson para almoçar com ele e sua turma de motociclistas. Era um mooooonte de gente.
Cheguei ao trevo de laguna 10 minutos antes dele. Ali nos encontramos e fomos para a cidade onde rolava a confraternização desta turma de moto-viajantes. Muita conversa, uma caipirinha e ótima comida. Demos de cachorro magro, comemos e saímos fora. Eu segui viagem para POA e o Edson e dois parceiros voltaram para Florianópolis. Passagem rápida , mas deu para conhecer mais alguns motociclistas que compartilham o mesmo hoby: moto viagem.
Gostei demais do grupo Edson. Pode me convidar mais vezes. Hehehe. Baita oferecido.
Depois de Laguna, ainda dei uma passadinha rápida em Torres, RS, para encher de beijos e abraços a filhóta. Tava morrendo de saudades. Amanhã dou mais. Tascadas as beijócas, mete estrada em mim e duas horas depois já estava chegando em POA e com a majestosa recepção do mais lindo por do sol do mundoooooo.
Desde que entrei em Santa Catarina, já me sentia em casa, talvez por já ter morado por lá e ter família lá. Mas quando se entra na nossa cidade, onde está nossa casa, é diferente. Ai a ficha caiu e deu uma baita vontade de berrar. Me contive, esse mico não paguei. Mas que deu vontade deu. Também não chorei, mas confesso que fiquei com os olhos meio embaçados.
Viajar é bom, é necessário na vida de qualquer pessoa, mas voltar para casa é muuuuuto bom também. Sentar no meu sofá predileto, e dormir na minha cama, com meu travesseiro. Uáu! É tudo.
Nos próximos dias, não prometo, mas daqui alguns dias vou postar aqui um balanço mais detalhado da viagem, com custos, kms em terra, em asfalto e por água. Vai ser um trabalhão, mas faço.
Uma coisa é certa:
Embreagem nova, R$ 350, 00, na Yamaha em 5X  no visa,
Bolha nova, R$ 335,00 no visa em 3x com o Gentil,
Relação nova, R$ 600,00 no cash, outras coisas mais, sei lá,
AS AMIZADES CONQUISTADAS, A RECEPÇÃO E O APOIO RECEBIDO DOS AMIGOS, ANTIGOS E NOVOS, NÃO TEM PREÇO. ISSO É SIMPLESMENTE FANTÁSTICO.
Voltar para casa e saber que deixei espalhado por esse Brasilzão afora, muitos amigos que me deixam saudades e vontade de voltar, é algo inexplicável. Visitei lugares magníficos, mas grande parte, depois de visto, ta visto, não deixam vontade de voltar, mas os amigos, esses sim, ficam no coração e sempre serão lembrados e deixam saudades.
OBRIGADO, OBRIGADO, OBRIGADO, OBRIGADO E OBRIGADO
Aos curiosos pela moto, como chegou, digo lhes que nem olhei o estado da corrente. Mas com todo óleo que coloquei, mesmo assim, vinha fazendo um barulhão. Com certeza a coroa e pinhão também já devem ter dado o que tinham que dar. Devem estar esmirilhados.
Os pneus, Mitas 09 estão bem gastos, mas ainda têm o que rodar.
KM total da viagem: 12.129km Sai dia 30 de setembro e cheguei de volta hoje, 19 de novembro
(o sono pegou, vou dormir e depois detalho mais as coisas)
Aproveito aqui para agradecer muito às visitas de todos, ao blog, e os comentários recebidos.

Pessoal, nos próximos dias devo começar a colocar aqui alguns vídeos feitos até a etapa de Manaus, antes de perder a camera que os fez. Também vou dar uma revisada nas fotos e tentar legendar as mais relevantes que ficaram soltas no contexto.
A boa e velha caipirinha 
O carreteiro à espanhola em Laguna. Bão demais

Turma de Motociclistas estradeiros confraternizando em Laguna



 KM final. Moto na garagem


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Goiânia

Terça-feira – Goiania
Acordei cedo, por volta de 7:30. Tomei café da manhã junto com o Gonzagão, conversamos mais um pouco e então, peguei minhas coisas e ele me levou até a casa do Márcio, para pegar a moto e seguir viagem. Sai da casa do Márcio pouco antes de 10:00 com a escolta dos dois até a saída da cidade em direção a Goiânia. Parei num posto para abastecer e me despedi da dupla.
Quando entrei na estrada, olhei no relógio e eram 10:30. A chuva caia fraca, mas logo apertou e estava molhando mesmo. Sem contar que esfriou bastante. Azar, tinha que seguir mesmo assim. Peguei chuva até a cidade de Anápolis, depois secou de vez.
Conforme meus cálculos, levei duas horas para chegar em Goiânia, ao ponto marcado com o Ricardo e o Zé Clóvis. Liguei para o Ricardo e logo em seguida apareceu o Zé Clóvis para me apanhar. Como era hora de almoço, fomos direto almoçar. Nada menos que um super rodízio de churrasco. Comi muito. A churrascaria é ótima. Juntaram-se a nós também o Marchetti e sua esposa. O Ricardo, como estava com visitas em casa, apareceu mais tarde mas a tempo de conversarmos um pouco.






Saindo da churrascaria, fui direto para o hotel, pertinho da loja do Ricardo, escoltado por este e fiquei lagarteando o resto da tarde pois tínhamos combinado de, a noitinha, sair para algum barzinho, toda a turma, e tomar umas limonadas.
Pensei em atualizar o blog ali no hotel, mas o cansaço falou mais alto e fiquei me enrolando na cama tentando dormir. Na hora marcada o Ricardo apareceu para me pegar e fomos ao bar.
A noite foi só conversa, adivinhem sobre o que. Motos e Viagens é claro. Combinei com o Ricardo de na quarta, antes de pegar a estrada, passar na loja dele e conhecer a sua última aquisição. Ele comprou uma Gold Wing acidentada e está refazendo a moto toda. Coisa de artesão, pois fez algumas alterações e adaptações que ficaram super bem feitas.
Quarta-feira - pé na estrada
Acordei, tomei o café do hotel, desci para apertar e lubrificar a corrente da moto, aproveitei para fazer isso sem a carga em cima. Fui até a oficina/loja do Ricardo, conversamos um pouco, pois acordei meio tarde também, vi a moto nova dele e por volta de 10:30 fui embora. Passei no hotel para arrumar as tralhas na moto e me mandei pelo caminho explicado. Barbadinha, achei a estrada e segui em frente.
Problemas com a corrente.
Todo mundo que conhece moto, XT 660, sabe que a bixa é uma cavala e que, para agüentar o tranco desse motorzão monocilíndrico, com um super torque, só a corrente original, emendas.
Eu, desde a minha primeira moto na vida, quando para economizar, comprei uma corrente genérica e me dei mal, sempre usai correntes originais. Com a XT não foi diferente. Quando comprei a moto, usada, ela veio com uma corrente genérica, com emenda. Não deu outra, Numa viagem dessas a desgraçada rebentou lá perto de Chapecó em SC. Muito bem, troquei por uma original assim que cheguei em Porto Alegre. Isso foi uns seis meses antes desta viagem. Como desde então não tinha viajado para muito longe, essa mesma estava só com 5mil km, sai nessa viagem com a mesma. Estava nova. É para durar pelo menos 25 mil km. Por via das dúvidas, levei uma segunda corrente, zerada e original como reserva.
Agora vem a burrada: Na época que troquei a corrente, o mecânico me perguntou se era para tirar a balança ou abrir a corrente. Eu perguntei, como assim abrir a corrente meu, ela é sem emendas. Ele disse que tinha um equipamento original da DID, fabricante da corrente, que abria e depois fechava, como a original. Como o cara era muito bem conceituado para mim, aceitei a experiência e ainda por cima a mão de obra era bem mais barata abrindo, pois não precisaria desmontar a suspensão da moto para colocar a corrente aberta. O cara me garantiu que ficava como nova e jurou de pé junto que era 100% seguro. Buuuuuuuuuuuurrrrroooooo.
Fui na dele. Antes de sair de viagem, dei uma olhada no elo da emenda e realmente, com 5mil km estava igualzinho aos outros. E lá fui eu. Só que ai já começa a diferença em fazer a coisa certa. Se coloco corretamente, sem abrir a corrente, jamais ia ficar olhando a corrente toda hora, como ficava, para saber se estava normal. Colocava lá e esquecia. Como foi coisa inventada, toda hora dava uma espiada para ver se estava tudo bem. Quer dizer: economizei, mas arranjei uma preocupação. Quando passei lá dos atoleiros de barro na Cuiabá/Santarém, fui dar a tal olhada básica e percebi que o tal elo já começava a ter uma aparência diferente dos outros. Estava mais aberto. Percebi que a cabeça dos rebites estava mais para dentro.
Puta que pariu. Deu vontade de buscar o desgraçado do mecânico e enfiar a corrente naquele lugar dele. Mas a 4000 km de distancia ia ser difícil.
Como trago uma corrente de reserva, já por conta da fama da XT rebentar correntes, Resolvi seguir assim até quando der. Chegando em Manaus, depois que a moto saiu do mecânico que mexeu na minha embreagem, fui examinar melhor, com a moto lavada e constatei que a emenda realmente estava se abrindo. Resolvi continuar assim mesmo para ver até onde ia. Não estava a fim de trocar a corrente, pois colocar uma nova em coroa e pinhão gastos não é bom e além da corrente reserva, tenho algumas emendas que poderiam resolver caso abrisse de vez.
Com o passar do tempo e as dificuldades que passaria mais adiante como já relatado aqui, acabei esquecendo de me preocupar com a corrente. Moral da estória é que até Goiânia, não tinha mais pensado nisso. Foi em Goiânia que, num desses papos de motociclista, veio o assunto corrente e eu ainda me lembro de ter comentado, que só usava original, com a galera.
Na hora até me lembrei de depois dar uma olhada como estava e pedir para o Ricardo, que tem a oficina olhar também e me dar uma opinião. Quem sabe, ele até poderia ter alguma ferramenta que fixasse os rebites de novo. É claro que esqueci disso e sai de Goiânia sem sequer examinar o estado do rebite. E olha que ainda lubrifiquei e apertei a corrente antes de sair, mas nem examinei detalhadamente esse rebite em questão. Mais uma burrice.
35 km antes de chegar em São José do Rio preto, a corrente abriu e caiu todinha no asfalto. Lá fui eu, empurrar a moto até uma sombra e tratar de colocar uma emenda para continuar a viagem. Feito o conserto, toquei até São José a 40km/h com medo que a emenda não aguentasse, pois nessas correntes, tipo sem emenda, as emendas não se acomodam 100%.
Nessa função devo ter perdido de 1,5 a 2horas e já cheguei em São José depois de 18hs. Tudo fechado. Peguei um hotel baratinho ali perto das lojinhas de moto mesmo. Minha intenção é amanhã cedo, comprar uma outra corrente, dessas com emenda mesmo, mas baratinhas, para continuar a viagem. Acho que é mais negócio que colocar a minha nova nessa relação já bem gasta. Vou guardar a outra, a original que carrego, para quando chegar em POA trocar com toda a relação nova.
Quinta-feira – fogo na máquina que o negócio é chegar
Acordei cedo, tomei meu café da manhã e sai direto para as lujim de motopeças atráz da corrente. Achei na segunda que entrei. Comprei em 2x no cartão e voltei pro hotel para fazer a troca. Quando fui olhar a corrente remendada, percebi que a emenda tinha se ajustado muito bem e que estava bem colocadinha. Hummmmm..... Será que guenta???? Eita bixo teimoso que sou hem. Logo pensei: Se tá ai tão bonitinho, deixa ficar. Meti a corrente nova no baú e me mandei estrada a fora. Ai já a fim de testar e também sem nada a perder, e com uma baaaaaita distância a percorrer até Jaraguá do Sul, toquei lenha no motos e fiz sair fogo pelos canos. Dei um pau desgraçado nos primeiros 250 km até o próximo abastecimento. Parei e fui olhar a ditacuja da emenda. Hehehe Cadê o grampo que segura a emenda? Não tava mais ali. Mas a emenda tava lá, bem encaixadinha. Qué sabe, só coloquei outro grampinho e me toquei. Agora já mais confiante, não incendiei o motor, mas andei em ritmo forte dentro das possibilidades da rodovia Transbrasiliana(BR153), que devia se chamar Trans Bi-trem. Putaquepariu. Só dava caminhão Bi-trem e até uns tri-trem. Nem sabia que já existia isso. Um absurdo essas coisas andando por ai. Isso é um atentado à segurança. Não sei como é que permitem isso.
De grampinho novo, só examinava a corrente nas paradas para abastecimento e ela continuou bem. Acho que a coroa e pinhão é que estão sofrendo muito mais com isso, pois na emenda não tem o rolete de dentro da corrente e isso deve estar esmerilhando as duas peças. Mas azar, vai tudo pro lixo mesmo e até POA chega. Ta fazendo um barulho danado, mas vai.
Depois de Ponta Grossa no Paraná, o frio começou a pegar. Chegando em Curitiba tive que parar e colocar as roupas de chuva por cima para ver se amenizava a tremedeira. Amenizou. Lembram que em Belém despachei umas coisas embora, para aliviar o peso. Pois é, toda e qualquer roupa quente foi embora, inclusive a calça de cordura. Só fiquei com camisetas manga curta e a jaqueta sem o forro é claro. Eu não esperava em pleno novembro passar frio ainda. Mas deu para agüentar o resto da viagem na boa. De Curitiba até Jaraguá fiz aquele motorzão incendiar de tanto que acelerei, e cheguei aqui as 20:30, exatamente 12h com a bunda sentada na moto e 990km depois. Acho que foi meu maior percurso num dia só em toda viagem. O preço que se paga por andar tanto é que não tirei foto nenhuma. Foi só rodar mesmo.
Agora, comida, banho quente e cama. To moído.

Abaixo, únicas fotos de Goiânia à Jaraguá do sul
 Rio Tietê Verdinho, Sonho de Paulistano
 Represa no Tietê
Jaraguá do Sul, da minha janela


A guerreira descansando para a fase final da viagem




quarta-feira, 16 de novembro de 2011

BRASÍLIA

Domingão – Simbora pra Brasília
Acordei bem tarde no domingo, e ainda por cima meu relógio estava no horário da Região Norte que é menos uma hora. Nem tomei café da manhã, e quando vi as horas só tinha meia hora para encerrar a conta na Pousada antes de virar a diária. Consegui a tempo. Coloquei tudo na moto e me mandei pra estrada. Antes fui atrás de um cara de um mercadinho que disseram que vendia gasolina, pois com o litro que tirei para os músicos, fiquei com medo de faltar para mim. Para garantir, comprei mais um litro a 4 reais do dono de um mercadinho.
Peguei a estrada era meio dia e pouco, com sol. Tem 14 km de terra para sair de São Jorge em direção a Brasília. Quando sai já estava começando a aparecer algumas nuvens. Rotina nos últimos dias. Andei um pouco e a menos de 2 km de sair da terra e entrar no asfalto caiu um tremendo pau d’agua. Eu pareço aqueles carinhas de desenho animado que onde anda tem uma nuvenzinha negra em cima e só chove nele. Igualzinho. Foi só uma nuvem, mas bem em cima de mim. Fiquei todo embarrado e cheguei ao asfalto. E sabem o que isso significa. Adeus estradas de terra. Só felicidade. Daqui prá frente só asfalto.
Agora eram 280 km até Brasília. Andei mais um pouco, coisa de 10minutos ainda com chuva, o que foi suficiente para lavar o barro das minhas pernas e me encharcar todinho. Não estava com roupa de chuva. Cheguei ao posto, abasteci e segui viagem. Nessa hora, meia hora depois de ter tomado a ducha, já estava todo seco.


Até Brasília a estrada esta péssima, mas com moto trail, tira-se de letra. Para quem anda de esportiva e custom deve ser mais complicado. Muito buraco.
Cheguei em Brasília no meio da tarde, liguei para o Marcio Melo e ele logo apareceu, junto com o Gonzagão,  onde eu estava esperando e me levaram para a casa do Gonzagão, onde fiquei hospedado. Genial a acolhida dos dois. São pessoas únicas e muito legais. O Marcio eu já conhecia a algum tempo, mas nunca tínhamos passado tanto tempo juntos e conversado tanto, já o Gonzagão, conheci naquela hora e logo fomos nos entendendo. Ele é carioca, aposentado e esta em Brasília faz 16 anos, mas loko de saudades da praia.
Depois de instalado, o Gonzagão tinha um compromisso prévio e eu e o Márcio saímos para fazer um city tur. Mashmellow, um paulista, de guia. E não é que tirou de letra. O cara já conhece tudo por lá. Valeu Mashmellow. Só tem que dar uma treinadinha nas balisas né.
Olha só  o alinhamento e a distância do meio fio.

A noite fomos fazer um lanche: pizza, e depois fomos para a casa do Gonzagão onde ficamos ainda um bom tempo de papo. Dormi como pedra a noite toda.
Segunda Feira – ainda em Brasília
Eu tinha planejado viajar para Goiânia hoje a tarde e já dormir por lá, mas a forte chuva que caia em Brasília me fez adiar os planos.
Pela manhã, saí, de novo, para um passeio pela cidade, desta vez com o Gonzagão de guia e o Marcio só de assessor. Rodamos toda manhã, e depois fomos almoçar. Depois do Almoço, o Gonzagão seguiria seu rumo com seus compromissos e eu e o Márcio o nosso. Dariamos mais umas voltas e eu partiria para Goiânia. Como começou a chover muito forte, resolvi só viajar no dia seguinte pela manhã, então andamos mais um pouco e depois fomos lanchar e para casa do Gonzagão a noite onde o papo foi até altas horas.
Tenho que deixar aqui meu super agradecimento a esse casal, Gonzaga e Shirlei, que me receberam em sua casa, sem nunca ter me visto antes. E que recepção. São pessoas maravilhosas e com certeza passam a ser amigos da mais alta conta a partir de agora.
O Marcio Melo(Mashmellow) dispensa comentários no meio dos motociclistas. Carinha loko de especial, um baita amigão e super bom astral. Parcerão dos bão. Abração pra ti e prá Paula meu amigão. E te liga nas balisas hem. Hahaha






















domingo, 13 de novembro de 2011

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros

Hoje primeiro fotos depois faço os relatos.
Estou pegando a estrada [para Brasíl;ia e Goiania. Fui

Sexta-Feira  -  Santuário Natural Raizama
Hoje, terceiro dia na Chapada é que fui botar a cara de for a. Fui fazer o passeio de trilhas e cachoeiras do Raizama. Cheguei lá eram 9h, esperamos um pouco pelas pessoas responsáveis para nos explicar a trilha e nesse meio tempo, conversei com um músico que lá estava hospedado com os donos do parque. Fiquei sabendo que tocariam a noite em São Jorge e fiquei de ir assistir. Logo apareceu o rapaz que cobrou o ingresso e explicou a trilha. Muito simples de achar o caminho, então não vai guia junto. Sai sozinho, pois a outra família que esperava também se amarrou por ali para trocar de roupa e eu me mandei. Desci o vale por uns 600 a 800 m e cheguei ao leito do rio. Fiquei decepcionado, mas continuei e aos poucos vai-se chegando no interior do canyon onde está a verdadeira atração do parque, que é uma serie de quedas d`água entre as rochas. Em alguns pontos formam-se piscinas naturais onde dá para tomar banho, mas como o tempo não estava mais lá essas coisas, resolvi tocar em frente pela trilha. Logo AS quedas ficam mais volumosas e ainda mais belas. Nessa altura já começou a chover de novo. Continuei até o ponto máximo da trilha, fiz minhas fotos e retornei para a sede do parque. Essa volta toda, não durou mais de 2 horas. O parque, ou Santuário Natural  Raizama, como é chamado, fica a menos de 5 km de São Jorge e é de fácil acesso. 
Saindo do Parque, tem outros dois acessos, um vai para o rio da Lua e outro para a cachoeira ...esqueci o nome. Fui na direção dos dois e no meio do caminho dou de cara com um enorme dum touro bem no meio da estrada. Parei, desiguei a moto e comecei a fazer gestos e ruidos para espantar o bixo. Nem se mecheu. Me olhou com aquela cara de boi morto e ficou ali paradinho atravancando a estrada. Se fosse um boisinho, eu até que metia com a moto pra cima que ele certamente sairia, mas era um baita touro, ai fiquei meio receoso. Vai que o bixo imbesta e vem pra cima de mim. Devia seu um touro de uns 500 kg pelo menos. Fiquei ali parado esperando o miudinho se mecher. Daqui a pouco ele começou a descer a estrada, esperei um pouco ara que se afastaçe e segui atraz. Lá pelas tantas parou de repente e ficou me encrando de novo. Parei desliguei a moto e esperei. Virou as costas, começou a mugir e saiu andando. Mais uns 50 metros e ele entrou justamente na estradinha de acesso ao rio da lua e eu é claro segui reto pelo outro caminho, o da cachoeira sei lá que nome. Cheguei a umas casinhas e veio um tiozinho me receber e cobrar é claro. Aqui tudo é pago para visitar. Paguei os dez pilas e me fui ao mato. logo mais uns 300metros e cheguei na cachoeira bem bonita. Fiz fotinhos, sem banho e me mandei. Já estava bem mais nublado e começou a chover forte. Voltei pra moto, esperei a chuva diminuir e me mandei.
Retornei para a Pousada e já chovia mais forte novamente. Dormi o resto da tarde. No fim da tarde, tentei ir ao Vale da Lua, aliás, realmente fui até a entrada da trilha e desisti. Já era muito tarde e com a chuva as estradas até lá estavam bem embarradas e não queria arriscar voltar a noite com essa condição. Besteira, depois fiquei sabendo que daria tempo tranquilo. Mas???
A noite, Sai para jantar e achar o bar onde tocaria o musico que havia conhecido pela manhã no Raizama. Achei o bar e fiquei por lá curtindo a música dos caras. No fim do show, até dei um litro de gasolina para que pudessem ir embora, pois estavam sem e na vila, não tem posto de gasolina. Feita a retirada da gasolina, fui dormir.




























Sábado – Trilha do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros
Essa trilha de hoje, tem um total de 10.500 metros de caminhada pelas trilhas do parque em vegetação de Cerrado e por entre canyons com cachoeiras.
Cheguei a porta do parque 9h, e ai fui arrumar um grupo com guia para me incluir. No parque existem duas opções de trilha, na verdade 3 se considerar a de crianças e velhos. As duas maiores, uma é só para ver os Saltos (cachoeiras maiores) e a outra é dos Canyons, com cachoeiras menores. Eu optei pelos Canyons e entrei num grupo que só tinha 3 pessoas mais o guia. Isso foi uma coisa boa, pois a caminhada rendeu muito mais.
Saímos da sede do parque para entrar na trilha as 10h. A caminhada não é muito pesada, mas exige algum preparo e destreza para algumas subidas e descidas por rochas íngremes. Então, não pode ser feita por crianças menores de 5 anos e nem pessoas muito idosas ou com dificuldade de locomoção.  Descrever o caminho, impossível, mas as fotos estão ai para resolver isso.
Terminamos a trilha toda em menos de 4 horas, o que é bem rápido, considerando as paradas para fotos e banhos nas cachoeiras.
Nesse dia, depois da trilha voltei para a pousada e dormi o resto da tarde. Tínhamos combinado de nos encontrar, o trio da trilha, a noite para fazer algo juntos, afinal, já era sábado e início de feriadão e a cidade havia enchido de gente.

Trilha pelos Canyons do Parque Nacional



























































 Vista de cima das antenas no morro
 A vila de São Gorge














 E o mito dos discos voadores? Será real? Essa foto eu fiz ao vivo e a cores, durante o jantar.

Restaurante do Messias. Bufet de Massas